quarta-feira, 25 de setembro de 2013

AMIZADE em DEUS

Amizades são uma parte importante da nossa vida. Desde a criação do primeiro casal, Deus mostrou a necessidade do companheirismo na vida humana. Em famílias, igrejas e comunidades criamos laços de amizade. Precisamos compartilhar a vida com outras pessoas.
Na Bíblia, Deus nos orienta sobre amizades. Ele fala do valor dos bons amigos e adverte-nos sobre os perigos dos companheiros errados. Ele oferece instrução e apresenta exemplos que nos ensinam. Estas orientações valem para os jovens que ainda estão escolhendo o seu rumo, e também ajudam os adultos no seu caminho pela vida.
Instruções sobre amizades
As Escrituras nos orientam sobre a escolha e o tratamento dos nossos amigos. Amigos têm muita influência em nossas vidas: "O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar" (Provérbios 12:26). Por este motivo, a escolha de companheiros é um assunto de grande importância: "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau" (Provérbios 13:20). No final de contas, nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade. Tiago frisou bem este fato quando perguntou: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). O mesmo livro fala de um homem de grande fé que rejeitou os caminhos errados de outros homens e mostrou a sua lealdade ao Senhor. O resultado desta escolha de Abraão? "Foi chamado amigo de Deus" (Tiago 2:23). Devemos escolher bons amigos que nos ajudarão, especialmente em termos espirituais.
É fácil escolher mal. Muitas pessoas que não amam a Deus e não respeitam a palavra dele nos oferecem a sua amizade. Às vezes, podemos influenciar tais pessoas pela nossa fé e o exemplo de uma vida reta. O próprio Jesus fez questão de ter contato com pecadores, oferecendo-lhes a palavra eterna da salvação (Lucas 15:1; Mateus 9:10-13). O perigo vem quando não confessamos a nossa fé no meio de uma geração perversa (Marcos 8:38). Ao invés de conduzir outros a Cristo, deixamos as más influências nos corromperem.
Algumas pessoas querem nos induzir a pecar contra Deus. "Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue" (Provérbios 1:10-16). Infelizmente, observamos a mesma tragédia espiritual na vida de muitas pessoas hoje. Quantos jovens são induzidos a usar drogas, ou até de se tornar traficantes, pela influência de "amigos"? Quantos se integram a gangues e acabam cometendo vários tipos de crime?
Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas:"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmo 1:1). Quando outros querem nos conduzir ao erro, precisamos sair correndo: "Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora. Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade" (Provérbios 14:7-9).
Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato" (Eclesiastes 7:5). O amigo verdadeiro nos corrige, e a pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para a repreender quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que corrigem e criticam, procurando aprovação acima de sabedoria. "O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios... O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia" (Provérbios 15:12,14). Ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amam tanto que mostram os nossos erros: "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27:5-6).
Paulo mostrou aos coríntios que, mesmo entre pessoas religiosas, é necessário evitar influências negativas: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1 Coríntios 15:33). No caso dos coríntios, alguns irmãos estavam espalhando doutrinas falsas, negando a ressurreição dos mortos. O fato de alguém participar de uma igreja ou se dizer cristão não é garantia de uma amizade saudável e edificante. Alguns aproveitam a amizade para induzir outros a aceitar doutrinas e religiões falsas. Moisés avisou sobre parentes e amigos que incentivam os servos de Deus a servir outros deuses e mandou que não concordassem, nem ouvissem, nem olhassem com piedade para aqueles falsos professores (Deuteronômio 13:6-8). Temos que julgar a árvore pelos frutos (Mateus 7:15-20), retendo o que é bom e nos abstendo de toda forma de mal (1 Tessalonicenses 5:21-22).
Uma vez que escolhemos bons amigos, devemos ser bons amigos! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns dos outros: "Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe" (Provérbios 27:10). "O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos" (Provérbios 15:30). Por outro lado, não devemos abusar da amizade, causando aborrecimentos: "Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça" (Provérbios 25:17). Não devemos abandonar nem trair os nossos amigos (Provérbios 27:10). Amigos verdadeiros não são interesseiros, mas aqueles companheiros fiéis que ficam nos bons tempos e nos maus:"Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Provérbios 17:17). A amizade verdadeira traz benefícios mútuos: "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo" (Provérbios 27:17).
As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades.
Exemplos de amizades boas e más
Deus nos ensina, também, por exemplos. Três gerações da mesma família servem como exemplos de amizades boas e más. Considere estes casos:
Davi e Jônatas. Talvez a mais conhecida amizade na história seja a de Davi com Jônatas, filho do rei Saul. O ciumento rei tentou matar o jovem Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Pelo mesmo motivo, Jônatas poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio. Se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Mas Jônatas não mostrou tais atitudes. Ele manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem protegeu o seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte deste amigo excepcional (2 Samuel 1:17-27). Mesmo depois da morte de Jônatas, Davi mostrou bondade para com seu filho aleijado, Mefibosete (2 Samuel 9).
Amnon e Jonadabe. Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos como o fez o seu pai. Ao invés de cultivar amizades boas e saudáveis, ele escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve uma oportunidade excelente para corrigir e ajudar o seu primo. Infelizmente, ele fez ao contrário. Ele "ajudou" Amnon a descobrir uma maneira de estuprar a própria irmã! Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente o seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe até teve coragem de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon! Que amigo!
Roboão e seus colegas. Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, ele procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade com seus colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes (1 Reis 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A importância da Eucaristia


O pão usado na celebração é o corpo sem pecado, que Cristo ofereceu na Cruz como resgate


A importância da Eucaristia
Sabemos que antes de tudo a Eucaristia é o sacrifício pascal de nosso Senhor; que é na missa onde se renova o mistério da vida, morte e ressurreição de Jesus. Daí a necessidade de celebrarmos com toda dignidade, não somente em decoro, mas em comunhão profunda com o mistério celebrado e com o corpo comunitário. Participar ativa e conscientemente do inesgotável dom de Cristo. Por outro lado, a Igreja nos anima a estarmos diante do tabernáculo do Senhor usando o nosso tempo para o nosso Deus“A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que um pólo de atração para um número sempre maior” de almas apaixonadas por ele.


Adoração

Infelizmente, não poucos têm colocado a adoração ao Santíssimo Sacramento como uma simples devoção dentre outras tantas. Ora, o Senhor é simples e pobre, pois quis ficar de forma perene entre nós. Todavia, adorar o Senhor em sua presença substancialmente real, é bem diferente de realizarmos uma simples novena. Assim vemos João Paulo II nos dizer: “É preciso, em particular, cultivar, quer na celebração da missa, quer no culto eucarístico fora da missa, a viva consciência da presença real de Cristo.” A carta apostólica do santo padre ainda nos anima dizendo que a adoração eucarística fora da missa deve se tornar um empenho especial para cada comunidade paroquial e religiosa devemos adorar o selhor com respeito e amor pois ele e o pão vivo que desceu do céu.


Consagração


evangelista Lucas registrou esse mandamento da seguinte forma: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:19-20)
O pão usado na celebração é o corpo sem pecado, que Cristo ofereceu na Cruz como resgate. O vinho é seu sangue derramado , para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte.

domingo, 22 de setembro de 2013

Dom da Piedade'

Todo homem é chamado a viver em sociedade, relacionando-se com Deus e com os seus semelhantes. Requer-se que esse relacionamento seja reto ou justo. Por isto a virtude da justiça rege as relações de cada ser humano, assumindo diversos nomes de acordo com o tipo de relacionamento que ela deve orientar: é justiça propriamente dita, sempre que nos relacionamos com aqueles a quem temos uma dívida rigorosa; a justiça se torna religião desde que nos voltemos para Deus; é piedade, se nos relacionamos com nossos pais, nossa família ou nossa pátria; é gratidão, em relação aos benfeitores.
Ora há um dom do Espírito que orienta divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais profundas e perfeitas: é precisamente o dom da piedade. São Paulo implicitamente alude a este dom quando escreve: “Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: “Abá, ó Pai” (Rm 8, 15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer Deus como Pai.
E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo, inspirado pelo mesmo dom da piedade.
Examinemos de mais perto os efeitos do dom da piedade.
Frente a Deus ele nos leva a superar as relações de “dar e receber” que caracterizam a religiosidade natural; leva a não considerar tanto os benefícios recebidos da parte de Deus, mas, muito mais, o fato de que Deus é sumamente santo e sábio: “Nós vos damos graças por vossa grande glória”, diz a Igreja no hino da Liturgia eucarística; é, sim, próprio de um filho olhar a honra e a glória de seu pai, sem levar em conta  os benefícios que ele possa receber do mesmo. É o dom da piedade que leva os santos a desejar, acima de tudo, a honra e a glória de Deus “… para que em tudo seja Deus glorificado”, diz São Bento, ao passo que S. Inácio de Loiola exclama: “… para a maior glória de Deus”. É também o dom da piedade que desperta no cristão viva e inabalável confiança em Deus Pai,… confiança e entrega das quais dá testemunho S. Teresinha de Lisieux na sua doutrina sobre a infância espiritual.
O dom de piedade não incita os cristãos apenas a cumprir seus deveres para com Deus de maneira filial, mas leva-os também a experimentar interesse fraterno para com todos os seus semelhantes. Típico exemplo deste sentimento encontra-se na vida de S. Francisco de Assis: quando este, certo dia, sonhando com as glórias de um cavaleiro medieval, avistou um leproso, sentiu-se impelido a superar qualquer repugnância e a dar-lhe o ósculo que exprimia a fraternidade de todos os homens entre si.
O dom de piedade, tornando o cristão consciente de sua inserção na família dos filhos de Deus, move-o a ultrapassar as categorias do direito e do dever, a fim de testemunhar uma generosidade que não regateia nem mede esforços desde que sirva aos irmãos. É o que manifesta o Apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2Cor 12, 15).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Crisma: Sacramento, Celebração e Padrinhos


A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).
Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma.
Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume.
A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.
A forma é: "recebe por este sinal o Espírito Santo, dom de Deus". O ministro da Crisma é normalmente o Bispo, mas em casos extraordinários ele pode delegar algum padre para crismar.
O sujeito é todo batizado que ainda não tenha sido crismado, pois o Sacramento da Crisma, por imprimir caráter, é irrepetível.
São três os efeitos deste Sacramento:
• o aumento da graça santificante;
• a graça sacramental específica, cujo efeito próprio são os 7 dons;
• o aprofundamento do caráter (marca) na alma, que identifica o soldado de Cristo no combate contra o mal.
Para que o Confirmando com uso da razão possa receber licitamente este sacramento, deve estar adequadamente instruído e em estado de graça e deve ser capaz de renovar as promessas do batismo.
Quanto aos padrinhos, cabe a eles procurar que seu afilhado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra fielmente as obrigações deste sacramento. Seria bom que os padrinhos pudessem colaborar na formação do afilhado e eles devem contribuir depois com seu testemunho e sua palavra, para a perseverança na fé e na vida cristã do afilhado. As condições para que alguém seja padrinho de Crisma são as mesmas para o padrinho de Batismo, a saber: ser batizado e maior de 16 anos, ter feito a Primeira Eucaristia, ser crismado e levar vida de acordo com a fé cristã. Seria até conveniente que o padrinho de Crisma fosse o mesmo do Batismo, embora isto não seja necessário. Também hoje em dia não é mais necessário que o padrinho/madrinha seja do mesmo sexo que o/a afilhado/a. por uma questão de prudência, não convém que seja o/a namorado/a.
Quanto à celebração, esta geralmente acontece dentro da missa (embora possa ser celebrada sem missa). Após a leitura do evangelho, o Bispo dirige a palavra aos confirmandos, explicando-lhes brevemente o que irão receber. Em seguida, os confirmandos renovam as promessas batismais que tinham feito seus padrinhos, no Batismo. Renunciam ao pecado e professam a fé em Deus. Vem, a seguir, a imposição das mãos e uma oração do Bispo. O padrinho, apresenta, em nome da Igreja, o candidato à Confirmação. O Bispo impõe a mão sobre ele, ungindo-o com óleo (o Crisma), dizendo a forma. Em seguida é saudado pelo Bispo, que lhe deseja a paz, como Jesus a desejou aos Apóstolos. E a Missa prossegue como de costume.
Os dons do Espírito Santo
O que são os dons?
São qualidades que Deus comunica a alma e que a torna sensível à graça e lhe facilita a prática da virtude. Os dons despertam-nos a atenção para ouvirmos a silenciosa voz de Deus em nosso interior, tomam-nos dóceis aos "toques" divinos.
Eis a relação dos dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus (cf. Is. 11,2
O primeiro dom é a Sabedoria, que nos dá o adequado sentido de proporção para sabermos apreciar as coisas de Deus; damos ao bem e à virtude o verdadeiro valor e encaramos os bens do mundo como degraus para a santidade, não como fim em si. Por exemplo, se você perde o capítulo da novela para ir à reunião na igreja, você foi conduzido pelo dom da Sabedoria, mesmo que não saiba (cf. 1Cor 2,6-10).
O segundo dom de que trataremos agora é o dom do Entendimento. É aquele que nos dá a percepção espiritual necessária para entendermos as verdades da fé ( cf 1Cor 2,14- l 6).
O terceiro dom de que tratamos é o dom da Fortaleza. Ora, uma vida cristã tem de ser, necessariamente, em algum grau, uma vida heróica. É sacrificar-se, mesmo que venha a ter perdas, por amor a Deus. Em uma palavra, é o dom que nos sustenta nos perigos, temores e tentações, a fim de superarmos as dificuldades espirituais (cf. 2Mac 7,1-42).
Ciência: Não se confunde com a ciência humana, que é adquirida através dos estudos. Esse dom nos faz olhar o mundo com o olhar de Deus, levando-nos a descobrir nas criaturas visíveis os vestígios da Sabedoria e da perfeição do Criador. Também nos ajuda a distinguir o bem do mal.
Piedade: Não se relaciona com "ter pena" de alguém, mas este dom nos faz conceber afeto filial para com Deus e sentimentos de fraternidade para com todos os homens, filhos do mesmo Pai. O dom da Piedade nos ajuda a ter gosto, a encontrar o sabor das coisas de Deus.
Conselho: É aquele dom que nos faz descobrir a decisão certa a ser tomada no momento de hesitação, ajudando-nos aperceber a atitude equilibrada entre posições extremadas. Este dom também nos ajuda a orientar a ajudar a quem precisa.
Temor de Deus: Não é o mesmo que ter medo de Deus, mas ter uma profunda revereência para com Ele, sabendo que nunca o amaremos como Ele merece. Mas por isso devemos nos esforçar ao máximo para não fazer nada que o desagrade.
Como vimos, todos os dons do Espírito Santo têm como finalidade nos ajudar a viver melhor e testemunhar nossa fé. Os sete dons querem ser um resumo de toda a atividade do Espírito em nós. Existe um grande dom que dá sentido aos demais: é o AMOR. Este é o maior presente do Espírito Santo. Sem ele nossa vida não tem sentido. O amor (ou caridade) é a primeira ação de Deus (Ele cria o mundo por amor) e também a última (em Jesus Ele salvou e continua a salvar todos os homens, até o fim dos tempos). Todos os dons que o Espírito concede só têm valor à medida em que são feitos por amor e no amor.
Para concluir, vale dizer que a palavra dom significa presente, dádiva.
Os frutos do Espírito Santo
Depois de tudo que já meditamos acerca da virtudes naturais, das sobrenaturais e dos dons do Espírito santo, é-nos necessário caminhar um pouco mais, pois, assim como não poderíamos deixar de falar de uma árvore citando sua raiz e tronco deixando de falar sobre seu fruto, da mesma forma não podemos falar das virtudes e dos dons sem chegar aos resultados causados por estes, isto é, os frutos do Espírito Santo: frutos exteriores da vida interior, produto externo da habitação do Espírito em nós.
Os doze frutos perfilam o retrato do cristão. Os frutos são: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, longanimidade mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade (cf. Gl 5,22s).
Para o homem frutificar exige-se dele duas coisas que nos são apontadas pelo próprio Cristo: a primeira condição é despojar-se de si mesmo (cf Mc 8,34; Jo 12,24). A segunda é estar em Cristo (cf. Jo 15,2.4-5). Com o Espírito Santo tudo se transforma; em nós Ele produz os frutos como resultado de nossa docilidade.
Quem vive na graça, vê Cristo no seu próximo e sempre o trata com respeito e amor e está sempre disposto a ajudá-lo, mesmo à custa de transtornos e aborrecimentos. O fruto do amor é tríplice: é um amor a Deus, a nós mesmos e aos irmãos, amando-os com o amor de Deus. É a Caridade (Mt 22,38-40; Jo 3,16).
Depois, é uma pessoa alegre e otimista. Parece irradiar um resplendor interior. É uma pessoa fala com a maior delicadeza, vive feliz. É a alegria (cf. FI 4,4.6).
Também é uma pessoa serena e tranqüila, é uma pessoa equilibrada, não se deixa abalar por aflições ou angústias, é aquela pessoa a quem se recorre em necessidades. É a paz (cf. Jo 20,19).
Depois, não se irrita facilmente; não guarda rancor pelas ofensas, não se perturba quando as coisas lhe correm mal. Poderá fracassar várias vezes e recomeçará sem ranger os dentes. É a paciência(cf. Ex 34,6).
É amável. Todos o procuram em seus problemas e encontram nele o confidente sincero, interessado. Tem uma consideração especial pelos que de alguma forma sofrem. É a benignidade.
Defende com firmeza a verdade e o direito, mesmo que esteja só. Não está orgulhosa de si nem julga os outros; é lenta em criticar e mais ainda em condenar; suporta a ignorância dos outros, mas jamais compromete as suas convicções, jamais contemporiza com o mal. Em sua vida interior é sempre generosa com Deus, sem procurar a atitude mais cômoda. É a bondade (cf. Cl 3,12-13).
Não se revolta com o infortúnio e o fracasso, com a doença e a dor. Desconhece a auto-compaixão: levantará ao céu os olhos cheios de lágrimas, mas nunca cheio de revolta. É a longanimidade.
mansidão é a virtude dos fortes. Permite-nos aceitar os acontecimentos que magoam. Ser humilde diante de todas as contrariedades, generosos no esquecimento das mágoas, tudo isso requer heroísmo, daí dizer que é a virtude dos fortes. Ser manso é aceitar a Deus, a nós e aos irmãos.
fidelidade, fruto do Espírito, é a que nos ajuda a cumprir toda a justiça para com Deus (na medida do que é possível ao homem dar a Deus ) e para com os homens. Tudo, todo esforço é pouco para ouvir daquele que é fiel o convite reconfortante: "servo bom e fiel... entra para o gozo do teu Senhor" (cf. Mt 25,21.23).
Seu amor a Jesus o faz recusar o pecado e de ser ocasião de pecado para alguém. Seu comportamento, modo de vestir e linguagem edifica os irmãos. É a modéstia.
É uma pessoa moderada, que tem as paixões controladas pela razão e pela Graça. Tem verdadeiramente domínio de si. É a continência (cf. 1Pd 5,8-11).
Sente uma grande reverencia perante o fato de Deus ter querido compartilhar seu poder criador com os homens, isto é, para com a capacidade que o homem tem para procriar. Vê o sexo como algo precioso e sagrado a ser usado unicamente dentro do âmbito matrimonial e para os fins estabelecidos por Deus; nunca como fonte de prazer egoísta. É a castidade (cf. 1Pd 5,8-11).

Aqui temos o retrato do homem e da mulher cristãos. Estejamos abertos a ação do Espírito Santo para que em nós Ele possa produzir tais frutos.

domingo, 1 de setembro de 2013

DONS DO ESPIRITO SANTO



DOM DA SABEDORIA 

“Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo? Assim se tornaram direitas às veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos”. (Cf. Sb 9,16-18) 

Vinde Espírito de sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.

Oração: Ó Deus Todo-poderoso concedei-nos o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais gostemos das coisas divinas e, abrasados no fogo do vosso amor, prefiramos com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por amor. Por Jesus cristo, vosso Filho na unidade do Espírito santo. 

DOM DA INTELIGÊNCIA 

“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos
em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. (1Jo 5,18-20) 

Vinde espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente Para que entenda e abrace todos os mistérios da fé e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom do Entendimento, para que pela luz celeste de vossa graça, bem entendamos as sublimes verdades da salvação e a doutrina da santa religião. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo. 

DOM DO CONSELHO 

“Ouve os conselhos, aceita a instrução: tu serás sábio para o futuro. Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que se realiza”. (Pr 19,20-21). 

Vinde Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, torna-me dócil às inspirações e guiai-me sempre pelo caminho dos divinos mandamentos. 

Oração: Ó Deus concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolhamos o que mais vos agrada, e sigamos em tudo vossa divina graça. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

DOM DA FORTALEZA 

“Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte”. (2Cor 12,7-10). 

Vinde espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e daí à minha alma o vigor necessário para resistir ao pecado e ao maligno. 

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom da Fortaleza, para que desprezemos todo o respeito humano, fujamos do pecado, pratiquemos as virtudes da fortaleza com santo fervor e afrontemos com paciência e mesmo com alegria de espírito os desprezos, prejuízos e perseguições. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Adolescência



1- Adolescência

O que é adolescência?

Palavra originária do latim que quer dizer crescer, desenvolver-se.

Neste período também são destacados dois outros termos: puberdade e virilidade. O primeiro relacionado a aptidão reprodutora da espécie e o segundo ao vigor físico e mental.

Alguns critérios são utilizados para definir-se o período da adolescência. Comumente a Organização Mundial da Saúde faz um levantamento e lança uma idade cronológica para as fases da existência humana. E tem-se percebido que a cada análise as fases da infância e adolescência têm sido achatadas. Sob vários aspectos informações e vivências que anteriormente eram exclusivas do mundo adultas, cedo chegam às crianças e adolescentes. De qualquer maneira, dentro de um contexto cultural ocidental capitalista em que vivemos algumas explicações são consideradas.

Explicação cronológica:

Pré - adolescentes – de 10 a 12 anos.
Adolescentes propriamente ditos – de 13 a 16 anos.
Adolescentes jovens – de 17 a 21 anos.

Explicação corporal:

Está baseada em evidências físicas típicas da fase. Nesta ocasião vemos modificação da estrutura óssea, pêlos, voz, órgãos genitais etc...

Explicação social:

Neste caso é a sociedade que determina através de seus códigos e injunções quando um indivíduo deixa de ser criança e/ou entra na fase adulta. Os instrumentos sociais legitimam esta arrumação. Ex. Medicina, Direito, Educação...

Explicação Psicológica:

Analisado a partir do momento de uma busca e definição da personalidade adulta. É característica desta fase a busca pelo próprio EU. Questões sobre autoconceito e autoconhecimento são marcantes. As diversas mudanças fazem com que o adolescente vivencie diversos lutos.

PARA O ADOLESCENTE A VIDA É FUTURO. MUITOS SÃO OS SONHOS E AS PAIXÕES.

Idade onde se conquista progressivamente liberdade física-emocional e psíquica. Este é o momento de se provar a resistência e eficiência das orientações dadas, especialmente aquelas normatizadas e enfatizadas pelos pais.

2- Adolescência x Religião

Curiosamente, em meio a tantos questionamentos, reivindicações e incertezas, tem-se verificado que diferente do que se esperava, está confirmado, e cada vez mais, que este período é o mais fértil em termos de conversões religiosas.
Os assuntos ligados a religião são de grande interesse, e seus conceitos aprofundados e postos a prova. É na adolescência que a religião tem que conseguir se explicar.
É a época em que a maioria dos líderes religiosos decidiu se tornar ministros ou missionários. É a melhor fase da vida para se firmar os valores da religião e do relacionamento com Deus. O adolescente quer significado em sua vida, e buscam na religião respostas para estas questões:

- UTILIDADE
- SIGNIFICADO
- PRATICIDADE

A rebeldia de alguns adolescentes, com relação a vida religiosa, ocorre muitas vezes, porque querem que ele cumpra, ou seja, responsável por uma prática religiosa que ele não vê em ninguém.
Muito se fala, pouco se vive.


RELIGIÃO RELIGIOSOS

Dualismo religioso adolescente


O professor Roger Dudley aponta para três causas principais do abandono da fé por alguns adolescentes:

1ª - Relação turbulenta entre estes e seus pais.
2ª - Incoerência do discurso religioso com a prática religiosa
3ª - Novos conceitos formados sobre religião.

Adolescente você precisa descobrir e construir sua IDENTIDADE RELIGIOSA.
“Não por força nem por violência, mas pelo meu espírito.” Zacarias 4.6

3- Vida do Cristão adolescente:

Uma vida com propósito.
Você sabe o que é propósito? Você tem um propósito em sua vida? “Propósito” é quando temos um objetivo, um alvo a ser atingido. Você já nasceu com esse propósito, mas você sabe qual é o seu alvo? Espero que sua resposta seja única: Jesus.
Mas como ser um adolescente com propósito em uma época de tantas pressões? Esta é uma pergunta que, constantemente, vem à mente dos adolescentes. Não há como negar que as pressões do mundo sobre a vida do adolescente cristão aumentam a cada dia. Por onde passa, há uma “porta larga” esperando por ele. Manter um adolescente dentro da igreja hoje não é tarefa fácil. A concorrência com o mundo lá fora é grande e, na maioria das vezes, desleal, pois tudo é colocado de forma a atraí-los. Perseverar até o fim deve ser o propósito de cada um. O adolescente precisa ser estável espiritualmente falando, precisa fazer parte de uma geração radical que não se corrompe com o mundo. Pois assim está escrito: “[...] para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo [...]” (Fp 2.15).
Sendo assim, quero colocar alguns passos importantes para que você, adolescente, caminhe em direção a uma vida com propósito diante de Deus:

1- Mente sábia – “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” (Pv 1.7).

2- Ouvidos que discernem e que atendem à disciplina. “Os ouvidos que atendem à repreensão da vida farão a sua morada no meio dos sábios. O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento.” (Pv 15.31-32).

3- Olhar compassivo: “Jesus, pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.” (Jo 11.33).

4- Lábios que encorajam: “As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” (Pv 16.24).

5- Mãos que abençoam: “Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.” (Pv 31.20).

6- Pés firmados na Rocha: O salmista Davi declara: “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” (Sl 40.2).

7- Coração fiel: Deus não se agrada de um coração infiel. De um coração que desiste facilmente e que não persevera até o fim. Muitos jovens, à primeira tribulação, pulam fora do barco. Deixam Deus de lado e vão curtir uma vida fora da presença dele.
Guarde bem isto: o apóstolo Paulo diz que a tribulação produz paciência, experiência e esperança (Rm 5.3-4).

Esses são alguns passos que vão auxiliar você a viver uma vida com propósito em meio a esta geração aflita que vemos por aí. Não dê ouvidos àquilo que os outros falam de você. Tenha em mente que você faz parte de um povo separado e escolhido para fazer a diferença. Sua caminhada não será fácil, mas se usar de sabedoria, se não der ouvido a conversas alheias, se olhar como Jesus olharia, se usar a sua boca para proferir palavras que encorajam, se estender as suas mãos ao necessitado, se tiver os seus pés firmados na Rocha e um coração fiel a Deus, você trilhará o caminho do sucesso e colocará o seu nome na galeria daqueles que mudaram a história do cristianismo. Pense e guarde isso.
Hora de dinâmica: ”Pecados da língua”

4)- Amizade do Cristão adolescente:

Mas o que é um amigo? É alguém que adquire sua confiança por causa da convivência, alguém que sempre fala a verdade pra você, alguém que o ama e o respeita apesar dos seus defeitos, alguém que sente sua falta. Conhece alguém assim? O amigo é alguém que nunca deixa de amar, e se faz presente na angústia, como um irmão (Provérbios 17:17).

Encontrar um amigo é o grande dilema da adolescência! Por viver intensamente, o adolescente encontra todos os dias muitas pessoas: colegas, conhecidos, primos, irmãos em Cristo, vizinhos... mas achar um amigo de verdade, não é tão fácil. É possível que você esteja amargando uma situação difícil por ter confiado em alguém que o decepcionou, e isso fez você concluir que não existem amigos, não se pode confiar em ninguém.
Por esse motivo, ao escolher as suas amizades, o adolescente cristão deve estar atento a alguns fatores que poderão influenciar sua vida para sempre, e deve ter cuidado com as amizades mundanas, pois a Bíblia afirma que as más conversações corrompem os bons costumes (I Coríntios 15:33), por isso, permanecer em companhia de pessoas erradas pode influenciar negativamente uma vida promissora. Quantos já deixaram de lado o bom costume de orar, de ler a Bíblia, de freqüentar as reuniões, de cantar louvores, e de evitar o pecado, por causa da influência de amigos que não têm o temor de Deus?
Não que haja problema em se ter amigos descrentes, mas é melhor que os melhores amigos de um cristão sejam cristãos, pois há um tipo de ajuda que somente esses podem lhe dar, a ajuda espiritual. Vale lembrar ainda que a amizade possa ser a chave da evangelização, por isso se você tem um amigo descrente, leve-o a Cristo, antes que ele o puxe para o mundo, o que é bem mais fácil.

Você deve estar alerta para as amizades que o mundo oferece.

Há o amigo político, que só se aproxima de você quando quer alguma coisa.

Há o amigo celular, que está sempre chiando, e quando você precisa dele, ele está sempre fora de área ou desligado.

Há o amigo poupança, Você deposita tudo que tem nele e o retorno é muito baixo.

Tem ainda o amigo futebolista, que às vezes pisa na bola e outras vezes chuta você pra escanteio!!!

Mas há um amigo que nunca falha, que está sempre presente e nunca o deixa sozinho. Ele tem sempre uma palavra de sabedoria para aconselhar você, e entende seus problemas e suas mágoas. Ele está sempre pronto a perdoá-lo, e nunca precisa lhe pedir perdão.
Ele o ama apesar das suas falhas constantes, e não se importa de você chamá-lo de madrugada para uma conversa confidencial. Além disso, ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida, a favor de seus amigos (João 15:13).
Esse amigo é Jesus, o Salvador amado.
Ele quer ser seu amigo. Ele pode orientá-lo até na escolha das suas amizades. Por isso, você não precisa se sentir sozinho, Ele está sempre pronto a ajudá-lo, e Nele você pode confiar incondicionalmente!

5)-Namoro do Cristão adolescente:

Uma Análise sincera do comportamento dos jovens e adolescentes no Século XXI por volta dos anos oitenta, um novo tipo de comportamento tomou conta dos jovens e adolescentes brasileiros. Em nome da liberdade e do amor, moças e rapazes começaram a desenvolver em seus relacionamentos vínculos afetivos descompromissados onde o chique era “ficar” com alguém. Na verdade, “ficar” com alguma pessoa se caracterizava pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidos. Para os “ficantes” O tempo da “ficada” variava de uma única noite a até mesmo algumas semanas ou meses. Hoje, um novo tipo de comportamento tem marcado nossos jovens e adolescentes, a “pegação”. Na pegação o que vale é “pegar” várias pessoas na mesma noite, sem que, contudo isto implique em “ficar” com uma pessoa somente. Ultimamente esse procedimento tem sido encarado com a maior naturalidade pelos jovens das grandes cidades. Existem alguns adolescentes que testemunham efusivamente sobre a grande quantidade de beijos na boca dados e recebidos numa festa. Aliás, diga-se de passagem, o número de festas onde centenas de pessoas se reúnem com o propósito único e exclusivo de Beijar, tem se multiplicado assustadoramente em todo território nacional. Para estes é a quantidade de beijos na boca que indica se a balada foi boa ou não.
Muitos jovens e adolescentes desta geração estão sofrendo daquilo que chamam de “síndrome de “beija Flor”, cujo objetivo é voar de “flor em flor” em busca do maravilhoso néctar do beijo. Diante do quadro que se apresenta, torna-se importante que entendamos que ao beijar várias pessoas, dentre estas, muitas desconhecidas, o adolescente corre o risco de adquirir várias doenças, incluindo as sexualmente transmissíveis.
Uma dessas doenças, a mononucleose, recebeu como nome popular “doença do beijo”. A Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. As “ficações” e “pegações” contribuem para o adoecimento da alma de nossos adolescentes.

Salomão em sua grande sabedoria afirmou:
“Existe um tempo determinado para todas as coisas na vida”. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! A tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contra-partida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.
Entendemos, que tudo tem o seu tempo, cabe a nós não nos deixarmos moldar pelos valores deste sistema, antes pelo contrário, somos chamados a uma vida onde a liberdade e a responsabilidade tranformam-se em marcas de uma geração comprometida com Deus e consigo mesma. Os tempos são difíceis, jovens e adolescentes cada vez menos informados passam por crises e problemas e não acham quem os ajudam. A pergunta que não se cala, e o FICAR? Certo ou errado? Pode ou não? A resposta é simples, é errado sim. Não tem essa de ficar, ou namora ou não, essa historia de ficar esta sendo uma arma na mão do inimigo para tirar muitos jovens da comunhão com o criador e esta conseguindo. Quando se fica sem compromisso você rompe o propósito da criação. Se não fosse assim Deus não teria instituído o casamento.
Deve se ter em mente que o namoro é algo serio, não algo apenas para se passar tempo. O ficar chega a ser repugnante, vemos adolescentes e jovens envolvidos com essa pratica cada vez mais.

Paulo quando escrevia aos romanos disse: ”O que quero fazer não faço, mas o que não quero isso faço. Paulo foi grande exemplo de santidade, o ficar nasce da carência afetiva, da vontande de não ficar só e de uma série de coisas. Parece ser bem inofensivo, mas tem levado jovens ao pecado e conduzindo muitos para o inferno. O namoro cristão; este é um ponto básico que pode trazer experiências boas ou não para a vida dos jovens, algo que se pergunta bastante é como se iniciar um namoro. Primeiramente vamos para amizade, todo adolescente e jovem e todo ser humano gosta de amizades, pode começar a observar que um amigo que esta próximo se destaca mais que os demais. Claro que nem sempre isso é regra, mas quando se esta afim de alguém, o ideal é ser amigo desta pessoa. O namorado que você escolher deve fazer parte do seu circulo de amizade. Depois vamos orar para começar, o que começa errado termina errado, e o correto é orar antes de iniciar um período de namoro e pedir a Deus que de sinais. Quando Abraão mandou buscar uma esposa para Isaque, o servo parou e pediu a Deus um sinal(Gênesis 24 vers. 11-14). O importante é que você escolha a pessoa certa e de início a uma caminhada em que você decidirá se vai casar ou não.
Em II Coríntios 6 vers. 14, Paulo escreveu não vos prendai em jugo desigual; que comunhão há entre a luz e as trevas? E de Cristo com o diabo? Creio que você sabe que a resposta é nenhuma, então não tem que ficar explicando. Não se pode namorar com alguém que não professe sua fé. Esta fora de cogitação. Alguns tentam argumentar que pode ganhá-los para Jesus, mas eles também podem ganhá-los para o mundo, e o mundo está ganhando mais que perdendo. Quando você desobedece a Deus nesse ponto o castigo vem e a provação também, saiba que o inimigo esta cada vez mais esperto e armando laços.
Outra coisa que se deve fazer quando começa o namoro é orar juntos, isso pode parecer exagero mais não, orai sem cessar, a oração é a chave da vitória, resisti ao diabo e ele fugirá de vós.

Como ter um bom período de namoro? Você já ouviu falar em reciprocidade? Respondo dizendo a mais básica lei da física: toda ação tem uma reação! O segredo do relacionamento duradouro é compromisso e respeito. Uma coisa que acontecia no mundo entrou na igreja e se tornou comum entre os jovens é um tal de novo passo no relacionamento. O único adiante que o cristão da no namoro é o casamento, fora disse, como contato físico, por exemplo, não. A conduta de um casal de namorados; como se portar? Como ter sucesso? A carne é fraca porem pecado não é vitamina, lembre disto. Alguns jovens quando começam a namorar se isola dos amigos, aviso, não se enganem, a abrasa longe do fogo apaga. Façam atividades sadias, não fiquem longe dos outros.
O diabo não brinca nem dorme, ele estará tentado fazer você cair a todo instante.